Apresentação

logo carajas30anosSeminário Carajás 30 anos
Um olhar para os grandes projetos da região Tocantina
De 16 a 18 de outubro de 2013

REALIZAÇÃO
Universidade Federal do Maranhão
Universidade Estadual do Maranhão
Rede Justiça nos Trilhos

PATROCÍNIO
Fapema
Governo do Estado do Maranhão
Cáritas Brasileira

APOIO
Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão – COAPIMA
Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Imperatriz – STTR
Movimento Sem Terras – MST
Conselho Indigenista Missionário – CIMI

APRESENTAÇÃO
Após 30 anos de mineração, siderurgia e projetos de “desenvolvimento regional”, implementados a partir do Programa Grande Carajás, faz-se necessária e urgente uma avaliação crítica dos processos sociais, econômicos e culturais desencadeados por esse grande investimento. Procurando dar continuidade ao “Seminário Consulta Carajás”, realizado pelos movimentos sociais na região entre 1992 e 1995, o Seminário “Carajás 30 anos” pode oferecer ao Brasil inteiro um testemunho concreto e inegável das contradições do ciclo de mineração e siderurgia. O seminário é organizado em parceria com programas de pós-graduação e grupos de pesquisa de universidades do Maranhão e do Pará, movimentos sociais e comunitários, sindicatos e pastorais. Contará com uma significativa participação dos atingidos por mineração em outras regiões do Brasil e do mundo.
O “Seminário Carajás 30 anos” é um processo que culminará em um evento com duração de quatro dias, a ser realizado na Universidade Federal do Maranhão, em maio de 2014, e contará com a participação de assessores e expertos no setor, bem como o testemunho de lideranças comunitárias e dos movimentos socioambientais. Durante o ano de 2013 e início de 2014, será precedido de seminários preparatórios locais, que envolverão regiões e territórios (a serem realizados em Belém, Marabá, Imperatriz, Santa Inês). Os seminários locais levantarão perguntas e temas que deverão ser debatidos no Seminário final, visando motivar a participação dos movimentos sociais e das comunidades e viabilizar a interação com a pesquisa acadêmica.
Imperatriz, por ser considerada um polo universitário, cidade de grande representação para a região Tocantina e por estabelecer uma rede de relações também no que diz respeito aos grandes projetos de desenvolvimento da região merece uma etapa preparatória. Por isso será a primeira das cidades mencionadas a receber a realização do “Seminário Carajás 30 anos”.
Com o título “Seminário Carajás 30 anos: um olhar para os grandes projetos da região Tocantina” o evento vai acontecer nos dias 16, 17 e 18 de outubro de 2013 no Auditório da Secretaria Municipal de Saúde de Imperatriz e na Universidade Federal do Maranhão – Campus II. Nos três dias ocorrerão mesas redondas com a presença de palestrantes do Maranhão e Pará, apresentações de trabalhos, oficinas e atividades culturais. O evento vai contar a participação da Relatoria do Direito ao Meio Ambiente da Plataforma DHESCA Brasil, que na ocasião vai lançar um relatório que aborda as violações de direitos decorrentes do processo de extração, transporte e exportação do minério de ferro nos estados do Maranhão e Pará.

OBJETIVO GERAL
O Seminário Carajás 30 anos tem como objetivo geral avaliar criticamente os 30 anos do Programa Grande Carajás e, a partir do tema central do ‘desenvolvimento’, discutir suas consequências sociais, ambientais, econômicas, culturais na região Tocantina, envolvendo movimentos sociais, pastorais e grupos afetados, em diálogo permanente com grupos de estudos e pesquisadores acadêmicos.

JUSTIFICATIVA
A Amazônia oriental, desde a década de 1960, têm sido alvo de políticas desenvolvimentistas promovidas pelos governos federal e estaduais, contando com a participação ativa de grandes grupos econômicos privados e com o financiamento de agências multilaterais de desenvolvimento, levando à implantação de grandes projetos industriais, de extração mineral, pesqueiros, turísticos, agropecuários e à expansão do desmatamento de áreas florestais e manguezais. Dentre esses projetos, destaca-se o Programa Grande Carajás, pensado e realizado como um programa centrado na mineração e siderurgia, mas que atua como catalizador do “desenvolvimento regional”.
São múltiplas as consequências (políticas, sociais, culturais, ambientais, religiosas e étnico/raciais) destas políticas e a presença de conflitos socioambientais, associados ao domínio e uso de territórios e de seus recursos naturais apresenta-se como um processo cada vez mais recorrente, despertando a necessidade de tomá-los como objeto de estudo e de articulação de movimentos de resistência e de reação a suas mais variadas consequências.
Em toda a Amazônia e no Brasil, pesquisas estão sendo realizadas buscando compreender melhor esta realidade e movimentos locais, nacionais e internacionais estão relacionados com essa realidade. Desta forma, o evento assume a responsabilidade de ampliar as possibilidades de divulgação da pesquisa e do debate público dessas questões, de forma a contribuir para sua discussão e para a construção de caminhos para seu enfrentamento, bem como para tornar acessíveis aos mais variados movimentos a produção acadêmica que lhes interessa.

METODOLOGIA
Serão realizadas mesas-redondas, apresentações de trabalhos, oficinas e exibição de filmes e/ou documentários. Para tanto, utilizaremos a exposição dialogada como procedimento metodológico para as atividades do evento, a fim de garantir a construção do conhecimento e a troca de experiências.

RESULTADOS ESPERADOS

  • O seminário em si como momento para visibilizar a problemática, explicitando que não há um consenso a respeito do modelo de desenvolvimento imposto à Amazônia oriental.
  • Articulação da produção acadêmica existente e estímulo para novas pesquisas integradas
  • Articulação dos movimentos e lutas setoriais, rumo a convergências.
  • Troca de experiência entre produção acadêmica e movimentos e lutas sociais, com socialização dos estudos realizados e oportunidade de expressão dos saberes populares.

PÚBLICO ALVO
O seminário Carajás 30 anos tem como público principal: pesquisadores, professores, técnicos, militantes de movimentos sindicais e sociais, alunos vinculados a cursos de graduação, programas de pós-graduação, institutos de pesquisa, lideranças de comunidades atingidas, movimentos sociais, organizações não-governamentais, empresas públicas e privadas, órgãos estatais, que realizem estudos, pesquisas ou ações voltados para a temática dos impactos de grandes projetos de desenvolvimento. Buscará, portanto, ser um espaço transdisciplinar e que, além disso, contemple múltiplos saberes.

 

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